Investigando a monocultura econômica para práticas publicitárias conscientes

Luíza Marques Fázzio, Beatriz Russo Rodrigues

Resumo


Tomando a perspectiva da monocultura econômica, um termo sociológico utilizado para criticar o fato de que ideias econômicas dominante não apenas mantêm a atual cadeia de produção em vigor como moldam todos os aspectos de nossas vidas, investigamos os problemas socioambientais resultantes da cadeia de produção linear. Ao analisar as etapas de extração, produção, distribuição, consumo e descarte, denunciamos uma série de práticas profissionais que contribuem ativamente para manter uma monocultura que oferece uma série de problemas à sociedade e ao meio ambiente, como a degradação de florestas, a extinção de espécies, a poluição (terrestre, aquática e atmosférica), e o empobrecimento de populações. Dentre as práticas profissionais destacadas, discutimos, em especial, a influência do publicitário nesse modelo econômico monocultor. Frente a uma ética profissional que incentiva um excesso de consumo que, involuntariamente, devasta o meio ambiente e a vida,  analisamos movimentos de contracultura circulares e conscientes, e como cada profissional  contribui a esses sistemas alternativos de produção. Essa análise torna visível o fato de que é preciso que publicitários, conscientes das consequências socioambientais de sua atuação profissional, questionem suas práticas e abram caminhos alternativos mais éticos. Dessa forma, esse trabalho busca apresentar critérios norteadores para uma prática publicitária aliada a propostas econômicas mais sustentáveis e justas.


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