Critérios de valoração de pinturas: capital estético e valor justo

Mauro Souza Negruni, Mary Sandra Guerra Ashton

Resumo


Este estudo abordou os critérios de valoração das pinturas, consideradas obras de arte, pelo aspecto contábil, suas normas de comparabilidade em princípios definidos a partir da adoção do IFRS (International Financial Reporting Standards) e os critérios aplicados por artistas pintores e gestores de galerias. Especificamente, se pretendeu validar a aderência dos padrões contábeis internacionais aos critérios de valoração de pinturas aplicados por operadores do mercado local do estado do Rio Grande do Sul. Por se tratar de uma pesquisa qualitativa e exploratória mesmo com amostra reduzida, os achados permitiram trazer à tona a discussão sobre a distinção de critérios e gerou contribuição ao tema da valoração econômica da arte, em confronto com a ciência da valoração dos patrimônios.

Na análise emergiram relações que permitiram identificar uma lacuna entre os critérios e a proposição de uma nova categoria: o capital estético.  


Texto completo:

PDF

Referências


ALMEIDA, Ana Luísa de Castro. Uma reflexão sobre a tangibilidade da reputação. In ZANINI, Marco Tulio; MIGUELES, Carmen (Orgs.). Gestão integrada de ativos intangíveis. São Paulo: Saraiva, 2017, pp. 136-159.

ANNUNZIATA, Marco; EVANS, Peter C. Industrial Internet: Pushing the Boundaries of Minds and Machines. GE Imagination at work. 2012. Disponível em: http://www.ge.com/docs/chapters/Industrial_Internet.pdf. Acesso em: 20 abr. 2020.

ANTUNES, Maria Thereza Pompa; SILVA, Cavalcante Pires da; SAIKI, Tatiana Galo Evidenciação dos Ativos Intangíveis (Capital Intelectual) por empresas brasileiras à luz da Lei 11.638/07. In: XVI CONGRESSO BRASILEIRO DE CUSTOS, 16., 2009, Fortaleza - Ceará, Brasil, Anais [...]. Fortaleza, 03 a 05 de novembro de 2009.

BACHELARD, Gaston. A intuição do instante. Campinas: Verus, 2007.

BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011.

BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era da reprodutibilidade técnica. Porto Alegre: L&PM, 2013.

BOAS, Franz. Arte primitiva. Petrópolis: Ed. Vozes, 2014.

BOURDIEU, Pierre. A economia das trocas simbólicas. São Paulo: Perspectiva, 2015.

BOURDIEU, Pierre. A produção da crença. Porto Alegre: Zouk, 2018.

BRASIL. Lei nº 11.638, de 28 de dezembro de 2007. Brasília: Palácio do Planalto, 2007. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/LEIS/_Lei-principal.htm. Acesso em: 05 mai. 2020.

BRASIL. Lei nº 11.941, 27 de maio de 2009. Brasília: Palácio do Planalto, 2009. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/LEIS/_Lei-principal.htm. Acesso em: 05 mai. 2020.

BRASIL. Resolução nº 560, de 28 de dezembro de 1983. Brasília: Conselho Federal de Contabilidade – CFC, 1983. Disponível em https://cfc.org.br/legislacao/ Acesso em: 05 mai. 2020.

BRASIL. Resolução nº 1.374, de 16 de dezembro de 2011. Brasília: Conselho Federal de Contabilidade – CFC, 2011. Legislação. Disponível em https://cfc.org.br/legislacao/ Acesso em: 05 mai. 2020.

CATTY, James P. IFRS Guia de Aplicação do Valor Justo. Porto Alegre: Bookman, 2013.

CPC. CPC 04 (R1) – Ativo intangível. Brasília: Comitê de Pronunciamentos Contábeis, 2012a. Disponível em: http://www.cpc.org.br/CPC. Acesso em 05 mai. 2020.

CPC. CPC 46 – Mensuração do valor justo. Brasília: Comitê de Pronunciamentos Contábeis, 2012b. Pronunciamentos. Disponível em: http://www.cpc.org.br/CPC. Acesso em 05 mai. 2020.

DANTAS, Inácio. Depreciação, Amortização e Exaustão do Ativo Imobilizado/Intangível: Contabilidade societária & fiscal. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 2016.

DE BRITO, Renata Peregrino; BRITO, Luiz Artur Ledur. Vantagem competitiva e sua relação com o desempenho: uma abordagem baseada em valor. RAC – Revista de Administração Contemporânea, v. 16, n. 3, 2012, pp. 360-380. Disponível em: https://rac.anpad.org.br/index.php/rac/article/view/937. Acesso em: 13 abr. 2020.

DRUCKER, Peter. Administrando para o futuro. São Paulo: Enio Matheus Guazelli, 1992.

EDVINSSON, Leif; MALONE, Michael S. Capital intelectual. São Paulo: Makron Books, 1998.

FISCHER, Ernst. A necessidade da arte. Rio de Janeiro: LTC, 2015.

FLORIDA, Richard. A ascensão da classe criativa. Porto Alegre: L&PM Editores, 2011.

GARDNER, Howard. O verdadeiro, o belo e o bom. Rio de Janeiro: Objetiva, 1999.

GIL, Antônio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. São Paulo: Atlas, 2008.

GOMBRICH, Ernst Hans. A História da Arte. Rio de Janeiro: LTC, 2013.

GORZ, André. O Imaterial. São Paulo: Annablume, 2005.

HANLIN JR., William; CLAYWELL, Richard. A abordagem de Mercado. CATTY, James (Org.). IFRS Guia de Aplicação do Valor Justo. Porto Alegre: Bookman, 2013.

HÉNAULT, Anne. História concisa da semiótica. São Paulo: Parábola Editorial, 2009.

HENDRIKSEN, Eldon; BREDA, Michael Van. Teoria da Contabilidade. São Paulo: Atlas, 2015.

HUBBARD, Douglas W. Como mensurar qualquer coisa: encontrando o valor do que é intangível nos negócios. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2015.

KING, Alfred. Conceitos de valor justo. CATTY, James (Org.). IFRS Guia de Aplicação do Valor Justo. Porto Alegre: Bookman, 2013, pp. 11-27.

MAFFESOLI, Michel. O Mistério da Conjunção. Porto Alegre: Sulina, 2009.

PASTORE, José. O Papel da Cultura na Economia do Brasil. In: FÓRUM SOBRE INVESTIMENTO SOCIAL PRIVADO EM CULTURA. Palestra [...]. Gramado: FIERGS, 2008.

PIMENTEL, Luiz Otávio. Direito industrial: as funções do direito de patentes. São Paulo: Síntese, 1999.

PRODANOV, Cleber Cristiano; FREITAS, Ernani Cesar de. Metodologia do trabalho científico [recurso eletrônico]: métodos e técnicas da pesquisa e do trabalho acadêmico. Novo Hamburgo: Feevale, 2013.

REIS, Ana Carla Fonseca. Cidades Criativas: da teoria à prática. São Paulo: SESI-SP, 2012.

RIBEIRO, Osni Moura; COELHO, Juliana Moura Ribeiro. Princípios de Contabilidade Comentados. São Paulo: Saraiva, 2014.

SANTAELLA, Lucia. A teoria geral dos signos: como as linguagens significam as coisas. São Paulo: Cengage Leraning, 2008.

SILVA, Mariana Estellita Lins. A documentação museológica e os novos paradigmas da arte contemporânea. Revista Museologia & Interdisciplinaridade. V. 3, n. 5, pp. 185-192, mai./jun. 2014.

STUMPF, Ida Regina C. Pesquisa bibliográfica. BARROS, Antônio; DUARTE, Jorge (Orgs.). Métodos e técnicas de pesquisa em comunicação. São Paulo: Atlas, 2006, pp. 51-61.

VASCONCELOS, Tiago; FORTE, Denis; BASSO, Leonardo F.C. O impacto de intangíveis de empresas alemãs, inglesas e portuguesas: de 1999 a 2016. Revista de Administração Mackenzie, v. 20, n. 4, 2019.

YANASE, João. Custos e Formação de Preços: importante ferramenta para tomada de decisões. São Paulo: Trevisan, 2018.

ZANELLA, Liane Carly Hermes. Metodologia de estudo e de pesquisa em administração.

Florianópolis: Departamento de Ciências da Administração / UFSC; CAPES: UAB, 2009.

ZANINI, Marco Tulio. Liderança para a construção da confiança como ativo intangível. ZANINI, Marco Tulio; MIGUELES, Carmen (Orgs.). Gestão integrada de ativos intagíveis. São Paulo: Saraiva, 2017, pp. 54-80.




DOI: http://dx.doi.org/10.22398/2525-2828.61662-78

A Revista está listada nos seguintes indexadores e repositórios:

LATINDEX: https://www.latindex.org

PORTAL DE PERIÓDICOS CAPES: http://www.periodicos.capes.gov.br

DOAJ - https://goo.gl/f862GM

Diadorim - Diretório de Políticas Editoriais das Revistas Científicas Brasileiras - http://diadorim.ibict.br/handle/1/1649

Sumarios.org - https://goo.gl/AJe9GY

LatinREV - Rede Latinoamericana de revistas acadêmicas do campo das ciências sociais e humanidades - http://flacso.org.ar/latinrev/ 

REDIB (Red Iberoamericana de Innovación y Conocimiento Científico) - https://www.redib.org/

____________

ESPM Rio
Rua do Rosário 90 - Centro - Rio de Janeiro - 20.041-002 - RJ
revistadcec-rj@espm.br
ISSN 2525-2828 

 

Licença Creative Commons

A Diálogo com a Economia Criativa está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional.