https://dialogo.espm.br/revistadcec-rj/issue/feed Diálogo com a Economia Criativa 2022-08-16T13:21:30-03:00 Revista Diálogo com a Economia Criativa revistadcec-rj@espm.br Open Journal Systems Diálogo com a economia criativa https://dialogo.espm.br/revistadcec-rj/article/view/343 A Economia Criativa como um caminho viável para a vinculação física e simbólica: o caso da feira de refugiados Chega Junto. 2022-06-01T12:39:58-03:00 Conceição Souza conceicaosouza6614@gmail.com <p>A sociedade contemporânea apresenta uma complexa realidade no que tange à cena geopolítica internacional e que impacta na economia e na rotina de cidades do mundo. Uma das consequências mais relevantes é o aumento do fluxo internacional de pessoas, incluindo os imigrantes-refugiados, para todas as partes do mundo. Ao chegarem ao novo lugar, até então uma terra estranha, estas pessoas precisam se vincular socioeconomicamente e culturalmente no local de destino, como parte do processo de desenvolvimento da nova territorialidade. Este trabalho tem o objetivo de apresentar a Economia Criativa como uma estratégia viável para o desenvolvimento socioeconômico dos imigrantes-refugiados, vítimas de diásporas forçadas, que fixaram residência na cidade do Rio de Janeiro, em especial os que garantem sua subsistência por meio da produção e comercialização da gastronomia típica de seus países de origem.</p> 2022-06-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Conceição Souza https://dialogo.espm.br/revistadcec-rj/article/view/334 Museus de ciência como espaços de lazer: um estudo de caso 2022-06-01T12:39:25-03:00 Luiza de Souza Lima Macedo luizasl.macedo@gmail.com Diomira Maria Cicci Pinto Faria diomiramaria@gmail.com <p>O presente estudo foi estruturado a partir da identificação de lacunas na produção do conhecimento que relaciona Museus e Lazer. A investigação buscou identificar quem são as famílias que visitam museus universitários de ciências em momentos de lazer. Dessa Forma, o objetivo do trabalho foi traçar o perfil das famílias, verificando a frequência com que visitam museus com as crianças e se o perfil identificado é semelhante ao presente na literatura. Ancorada nas teorias de Pierre Bourdieu e em diálogo com conceitos de Cultura, Lazer, e Museus, a investigação foi realizada no Espaço do Conhecimento UFMG e Museu de Ciências Naturais PUC Minas, em Belo Horizonte, Brasil, a partir da aplicação de 343 formulários. A partir de análises descritivas, de correlação e regressão, verificou-se o predomínio de mulheres, com alta escolaridade, renda acima da média nacional, relativamente jovens o que indica a elitização do acesso a espaços museais.</p> 2022-06-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Luiza de Souza Lima Macedo https://dialogo.espm.br/revistadcec-rj/article/view/375 Arte e tecnologia nos mercados: questões para discussão e análise 2022-06-01T12:40:24-03:00 Sandro Ruduit Garcia sandro.ruduit@ufrgs.br <p>Há, hoje, uma profícua produção científica de distintas especialidades, em diferentes países, registrando não apenas a expansão, mas também a transformação de mercados de artes e de bens e serviços culturais. Com base em uma revisão da literatura especializada, o presente artigo analisa algumas questões de interesse sociológico que se vem debatendo sobre as recentes transformações nesses mercados. A conclusão mais geral sugere que o curso de tais transformações econômicas sustenta-se em diferentes formas de enraizamento sócio-político-institucional, relativizando tanto os enfoques que atribuem ao mecanismo de mercado uma força avassaladora, quanto os enfoques que o concebem como a resposta mais eficiente na geração e alocação de recursos.</p> 2022-06-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Sandro Ruduit Garcia https://dialogo.espm.br/revistadcec-rj/article/view/391 Inovação para professores e estudantes de cursos superiores da economia criativa 2022-06-01T12:41:44-03:00 Silvio Duarte Domingos silvio.duartte@gmail.com <p>Este artigo tem como objetivo analisar e comparar as representações sociais de professores e estudantes da área da Economia Criativa sobre inovação. Participaram da pesquisa 30 professores e 40 estudantes de uma universidade privada na cidade do Rio de Janeiro. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, cujos dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas e questionários e analisados conforme a Análise de Conteúdo (BARDIN, 2011). Os resultados indicam que as representações dos docentes se objetivam em criatividade, melhoria e recursos financeiros, já as representações dos alunos se objetivam em criatividade, melhoria e ruptura. Conclui-se que a vivência profissional é o fator que mais influencia e distingue as representações sociais dos grupos pesquisados.</p> 2022-06-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Silvio Duarte Domingos https://dialogo.espm.br/revistadcec-rj/article/view/398 Lá Como Cá: a ocorrência depanic buying em Portugal e no Brasil 2022-05-30T13:52:17-03:00 Sibele; D. Aquino sibele.aquino@gmail.com Ana Paula Gonzalez de Alarcão ap.psialarcao@gmail.com Samuel Lins samuellins@fpce.up.pt <p>O medo é um poderoso condutor do comportamento humano, ainda mais em momentos de crise. O colapso sanitário ocasionado pela pandemia de COVID-19 acometeu não apenas a saúde, mas também a economia global, espalhando medo, pânico e incerteza por todo o mundo. Os desafios impostos pelo novo coronavírus foram agravados pelas desigualdades entre países e populações. Quando consumidores foram tomados por um medo intenso, observou-se o fenômeno da <em>panic buying </em>(compra por pânico), comportamento que conduz as pessoas a comprarem além do habitual. Este estudo exploratório teve o objetivo de comparar a ocorrência da compra por pânico no Brasil e em Portugal. Um questionário online foi aplicado com algumas questões sociodemográficas e uma escala psicométrica que aferia a tendência de comprar por pânico. No Brasil, a coleta de dados foi realizada no primeiro trimestre da pandemia, tendo participado do estudo 227 brasileiros (66,1% mulheres). Em Portugal, a coleta ocorreu no terceiro trimestre da pandemia, e a amostra portuguesa foi composta por 267 participantes (73% mulheres). Todos os participantes eram jovens e jovens adultos, com idade entre 18 e 44 anos, de variados níveis socioeconômicos. Análises de correlação e ANOVAS indicaram que a compra por pânico se deu de forma distinta nas duas amostras, especialmente no que concerne à classe social e ao grau de escolaridade. Os resultados apresentam impactos e implicações de significativa importância para a formulação de políticas públicas, para o varejo e para consumidores. Este estudo expande conhecimento a respeito do fenômeno, abordando mecanismos psicológicos relacionados ao consumo.</p> 2022-05-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Sibele; D. Aquino, Ana Paula Gonzalez de Alarcão, Samuel Lins https://dialogo.espm.br/revistadcec-rj/article/view/403 Vulnerabilidade e resiliência: O consumidor de Whey Protein e a busca do corpo perfeito 2022-05-30T13:49:30-03:00 Rosana Oliveira da Silva rooliveira35@outlook.com Denise Franca Barros barrosdenisef@gmail.com Tania Maria de Oliveira Almeida Gouveia talmeida@espm.br Robson Gomes André robsongandre44@gmail.com <p>Partindo de estudos anteriores que problematizaram o consumo de suplementos alimentares e discutiram a vulnerabilidade do consumidor em tal contexto, o presente estudo teve como objetivo identificar as principais pressões e eventos disparadores da vulnerabilidade dos consumidores de <em>Whey Protein</em> e, em específico, analisar a regulação de suplementos alimentares, verificando de que forma agentes do mercado podem contribuir para a resiliência do consumidor. Foram realizadas entrevistas qualitativas com consumidores e professores de educação física e coletados documentos referentes à regulação do suplemento, analisados pela técnica de análise de conteúdo. Os resultados indicaram desconhecimento e falta de letramento a respeito do produto, pressões sociais e macroambientais para seu consumo, ausência de prescrição de especialistas, impotência e dependência. Observou-se que frequentar academias é evento disparador para o estado de vulnerabilidade, aliado à ideia de corpo perfeito a qualquer custo. A Resolução da Diretoria Colegiada n. 243/2018 trouxe avanços, embora seja uma contribuição incipiente para a resiliência do consumidor. Esta pesquisa contribui com os estudos relacionados à vulnerabilidade do consumidor e ao consumo de <em>Whey Protein</em>. Nesse aspecto, evidencia que questões associadas ao mercado fazem parte das forças macroambientais que podem levar à vulnerabilidade, independente de características dos consumidores. Este estudo permite compreender a importância de ser dada atenção ao consumo do produto, por meio da criação de políticas públicas e/ou educativas que possam proteger e alertar sobre os riscos associados ao consumo desnecessário e indevido e reforça a necessidade de orientação de profissionais qualificados e de redobrar a fiscalização.</p><p><strong> </strong></p> 2022-05-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Rosana Oliveira da Silva, Denise Franca Barros, Tania Maria de Oliveira Almeida Gouveia, Robson Gomes André https://dialogo.espm.br/revistadcec-rj/article/view/390 Consumidores portugueses e garrafas reutilizáveis: uma análise sobre compra conspícua 2022-05-30T13:50:01-03:00 Silvia Rafaela Pinto Ribeiro silviarafaela97@gmail.com Luciane Albuquerque Sá de Souza lucianealbuquerque1971@gmail.com Samuel Lincoln Bezerra Lins samuellins@fpce.up.pt <p>Consumo conspícuo e consumo sustentável parecem antagônicos, mas nem sempre o são. Esta pesquisa, quantitativa, objetivou perceber o comportamento dos consumidores portugueses em relação aos produtos sustentáveis (garrafas reutilizáveis), focando a relação atitudes-intenção de compra, verificando se valores de consumo estético, conspícuo e utilitário e normas sociais tem efeito de moderação nessa relação. A comparação social revelou-se importante, visando saber se as garrafas Sao consumidas conspicuamente. Do estudo 1, participaram 105 pessoas, sendo 69,5% do sexo feminino, com idades entre 18 e 55 anos, e identificou-se que o item que obteve maior percentagem (56,2%) foram as garrafas reutilizáveis. Do estudo 2, fizeram parte 524 pessoas, com idades entre 18 e 70 anos, a maioria (67%) do sexo feminino. Realizaram-se análises: fatorial confirmatória, cargas fatoriais de cada item, variância média extraída, confiabilidade composta, ômega de McDonald’s e correlação <em>r </em>de Pearson. Os resultados apontaram que as pessoas pensam nos produtos ecológicos como alternativas para proteger o planeta, já que consumo e uso de produtos feitos de materiais reciclados e sustentáveis ajudam nessa preservação. Observaram-se efeitos significativos nas relações entre atitudes e intenção de compra, e valores de consumo, normas sociais e comparação social não assumiram efeito de moderação significativo nessa relação. A comparação social não apresentou efeito significativo, mostrando que garrafas reutilizáveis não são consumidas conspicuamente. </p> 2022-05-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Silvia Rafaela Pinto Ribeiro, Luciane Albuquerque Sá de Souza, Samuel Lincoln Bezerra Lins https://dialogo.espm.br/revistadcec-rj/article/view/409 O bebê mediado e midiatizado: a vida encenada dos “pequenos Trumans” 2022-06-09T09:01:46-03:00 Bianca Leite Dramali professorabiancadramali@gmail.com <p>Este artigo representa uma parte das descobertas de minha pesquisa de doutorado, acerca da relação entre gravidez e consumo. O que apresento aqui tem por objetivo discutir o imperativo da visibilidade como condição de existência na contemporaneidade. Neste contexto, as gestações imbricadas pelo consumo, fazem com que os bebês nasçam mesmo antes de seus partos. Os bebês existem como imagens, mediados também por objetos e midiatizados em suas vidas intrauterinas. A jornada seriada e digitalizada da gravidez é, ao mesmo tempo, elemento de pedagogização de consumo para um modelo de gestação, como também objeto de entretenimento. Qualquer semelhança com o filme O Show de Truman, não nos parece ser mera coincidência. Tais descobertas foram possíveis a partir de metodologia que contou com pesquisa de inspiração etnográfica, em visitas aos quartos dos bebês em gestação; monitoramento de <em>hashtags </em>em redes sociais (Instagram e Facebook); e busca das mesmas palavras-chave em vídeos do YouTube. Os conceitos aqui apresentados de mediação e midiatização são, respectivamente, os propostos por Santaella (2004) e Prado (2013). E as bases teóricas para discussão dos conceitos de visibilidade e estetização decorrem das obras de Sibilia (2008); Aubert e Haroche (2013); Lipovetsky e Serroy (2015).</p> 2022-06-09T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Bianca Leite Dramali https://dialogo.espm.br/revistadcec-rj/article/view/407 A feira e o viaduto: espaços de consumo a partir da reconfiguração da principal via de acesso a Madureira 2022-06-01T12:43:36-03:00 Jorgiana Melo de Aguiar Brennand jorgianabrennand@uol.com.br <p>O presente trabalho faz uma análise dos usos do viaduto Negrão de Lima, localizado em Madureira, na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro. Planejado para auxiliar o escoamento do trânsito do bairro, o viaduto assume outros significados a partir das interferências baseadas na improvisação. A parte inferior do “Negrão de Lima” foi pensada apenas para permitir a circulação de pessoas por Madureira, cede espaço também para estacionamento, camelôs e, dependendo do trecho, assume a feição original idealizada pelos planejadores. Aliando pesquisa bibliográfica e etnografia, por meio de observação participante realizada na Feira das Brecholeiras, evento de brechós, realizado semanalmente embaixo do referido viaduto, que, ao reconfigurar o espaço da rua, reforça o imaginário de que eventos ao ar livre transformam o lugar, estimulam sociabilidades e o convertem em diferentes espaços de consumo, onde comércio, vínculos sociais e afeto são conceitos complementares. O objetivo central do artigo é mostrar que tais ocupações metamorfoseiam o “Negrão de Lima” em um lugar dotado de simbolismo e, portanto, em um espaço de consumo, que se torna fundamental para as relações sociais entre aqueles que interagem com o viaduto de alguma forma. Afinal, falar de consumo é entendê-lo como um dos principais mediadores das relações sociais, nas quais a sociabilidade é elemento de destaque. Os vários usos do “Negrão de Lima” geram diversas identificações e acabam lembrados como eventos cheios de significados como é o caso da Feira das Brecholeiras, O trabalho está ancorado em autores como Lívia Barbosa e Marc Augé.</p> 2022-06-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Jorgiana Melo de Aguiar Brennand https://dialogo.espm.br/revistadcec-rj/article/view/405 Fosfobox no Porto Maravilha: sons e nomadismos da Princesinha do Mar 2022-06-13T12:13:29-03:00 Alessandra de Figueiredo Porto afp.fidelizar@uol.com.br Cíntia Sanmartin Fernandes afp.fidelizar@uol.com.br <h1>Inaugurada em 2004 e apelidada de “Fosfo” para os íntimos, a boate Fosfobox funcionava na rua Siqueira Campos, em Copacabana. Trap, funk, hip hop eram apenas alguns dos inúmeros sons e ritmos que embalavam a casa noturna. Nesse contexto, a Fosfobox é um <em>club </em>que, além de música eletrônica, oferece uma programação variada de performances, teatro, cinema, poesia e outras manifestações culturais e artísticas. E até março de 2020, a “caixa de fósforos” que sacodia a “princesa” durante a noite copacabanense funcionou por dezesseis anos a todo vapor. Ou seja, com a chegada do coronavírus, a Fosfobox fechou as portas do seu endereço em Copacabana, e migrou levando os sons e as ambiências para a zona portuária da cidade, mais especificamente para o espaço NAU. Com uma área de mais de 4.500m<sup>2</sup>,o NAU Cidades é um complexo multicultural, e se posiciona como “um laboratório urbano criado para pensar os espaços, territórios e cidades a partir do empreendedorismo da economia criativa, inovação e desenvolvimento social”<a title="" href="file:///C:/DOUTORADO_UERJ/ESPM_DOSSIE_CONSUMO_E_SOCIABILIDADES_3_FOSFO.docx#_ftn1"><sup><sup>[1]</sup></sup></a>. Com uma abordagem baseada na metodologia qualitativa, o trabalho buscou compreender como as experiências que emanavam do <em>club</em> situado na rua Siqueira Campos não se limitaram às paredes de uma construção, e prosseguiram em uma perspectiva nomádica no Porto Maravilha.</h1><div><br clear="all" /><hr align="left" size="1" width="33%" /><div><p><a title="" href="file:///C:/DOUTORADO_UERJ/ESPM_DOSSIE_CONSUMO_E_SOCIABILIDADES_3_FOSFO.docx#_ftnref1">[1]</a> Disponível em: &lt;<a href="https://nau.rio.br/nau/">https://nau.rio.br/nau/</a>&gt; Acesso em: 08 nov. 2021.</p><p> </p></div></div> 2022-06-13T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 ALESSANDRA DE FIGUEREDO PORTO https://dialogo.espm.br/revistadcec-rj/article/view/423 A Imagem da Capa 2022-07-04T12:28:49-03:00 André Beltrão abeltrao@espm.br <p>Texto sobre a capa da edição dedicada à III Jornada de Consumo e Sociabilidades</p> 2022-08-16T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 André Beltrão https://dialogo.espm.br/revistadcec-rj/article/view/427 Editorial – Dossiê Consumo e Sociabilidades 3 2022-08-16T12:32:34-03:00 Michele de Lavra Pinto mlavrap@hotmail.com Sílvia Borges Corrêa sborges@espm.br Tânia Maria de Oliveira Almeida Gouveia almeida.tania@globo.com Veranise Jacubowski Correia Dubeux vdubeux@espm.br Denise Franca Barros barrosdenisef@gmail.com <p>Editorial – Dossiê Consumo e Sociabilidades 3</p> 2022-08-16T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Michele de Lavra Pinto, Sílvia Borges Corrêa, Tânia Maria de Oliveira Almeida Gouveia, Veranise Jacubowski Correia Dubeux, Denise Franca Barros