O livro como expressão artística no Brasil

Autores

  • Irene de Mendonça Peixoto Universidade Federal do Rio de Janeiro, Escola de Belas Artes, Professora do Programa de Pós-Graduação em Design – Rio de Janeiro (RJ), Brasil
  • Gabriela Agustina Irigoyen Universidade Federal do Rio de Janeiro, Escola de Belas Artes, Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Design – Rio de Janeiro (RJ), Brasil

DOI:

https://doi.org/10.22398/2525-2828.1030143-160

Palavras-chave:

Livro de artista, Livro de artista no Brasil, O gráfico amador, Movimento concreto e neoconcreto

Resumo

Este artigo propõe um panorama conceitual introdutório sobre a categoria “livro de artista”. Destacamos algumas definições sobre livros de artista, apontando a dificuldade em estabelecer uma classificação que dê conta das suas complexas possibilidades formais e conceituais. Com base nessas perspectivas, apresentamos uma produção brasileira de livros experimentais e de alta expressão artística que se inicia nos anos 1920 e intensifica nos 1950, anterior em quase quatro décadas aos marcos tradicionalmente citados por alguns pesquisadores como marcos do surgimento da categoria “livro de artista”. O percurso proposto convida à revisão de classificações que ainda oscilam entre livro de arte e livro de bibliófilo, buscando tensionar tais rótulos para algumas publicações e adensar o debate em torno da categoria, à luz dos autores e ideias que permeiam o artigo.

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Publicado

2025-12-17

Como Citar

PEIXOTO, Irene de Mendonça; IRIGOYEN, Gabriela Agustina. O livro como expressão artística no Brasil . Diálogo com a Economia Criativa, Rio de Janeiro, v. 10, n. 30, p. 143–160, 2025. DOI: 10.22398/2525-2828.1030143-160. Disponível em: https://dialogo.espm.br/revistadcec-rj/article/view/2037. Acesso em: 16 jan. 2026.

Edição

Seção

Artigos