Desafios metodológicos na pesquisa de campo em economia criativa: estratégias para o diálogo e registro científico

Autores

  • Camila Amaral Pereira Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes
  • Cledinaldo Aparecido Dias Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes
  • Pablo Peron de Paula Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes
  • Beatriz Gondim Matos Universidade Federal do Cariri
  • Marcos Eduardo Carvalho Gonçalves Knupp Universidade Federal de Ouro Preto

DOI:

https://doi.org/10.22398/2525-2828.113211-23

Palavras-chave:

Desafios metodológicos, Economia criativa, Pesquisa de campo

Resumo

Este artigo discutiu os desafios metodológicos enfrentados em pesquisas qualitativas no campo de economia criativa. Por meio de uma pesquisa bibliográfica, foram articulados dois estudos de caso: um na região do Cariri (CE) e outro na Cordilheira do Espinhaço (MG), ambos com vistas a compreender a complexidade dos fenômenos ligados à economia criativa em territórios marcados por forte presença da informalidade, das culturas populares e da desigualdade estrutural. Os resultados aludiram à necessidade de se utilizarem metodologias abertas à improvisação e ao reconhecimento de estruturas orgânicas, que rompem com os modelos lineares tradicionais. A coleta e a análise de dados reconheceram as dimensões subjetivas e relacionais dos atores sociais envolvidos, exigindo abordagens metodológicas flexíveis, interdisciplinares e sensíveis à historicidade dos fenômenos estudados.

Biografia do Autor

Camila Amaral Pereira , Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes

Pós doutora em História pela Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG. Pesquisadora na  Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes.

Cledinaldo Aparecido Dias, Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes

Psicólogo e Administrador. Doutor em Administração pelo Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade de Brasília (PPGA/UnB). Professor Associado da Universidade Federal de Minas Gerais e Professor Adjunto da Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes. Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Desenvolvimento Econômico e Estratégia Empresarial (PPGDEE/Unimontes).
Universidade Estadual de Montes Claros e Universidade Federal de Minas Gerais.

Pablo Peron de Paula, Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes

Doutor em Administração pela Universidade de Brasília (UNB).Professor do Departamento de Ciência da Administração da Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes.

Beatriz Gondim Matos, Universidade Federal do Cariri

Professora do Curso de Administração e do Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal do Cariri. Doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal de Pernambuco.

Marcos Eduardo Carvalho Gonçalves Knupp, Universidade Federal de Ouro Preto

Pós-doutor em Administração Pública pela Universidade Federal de Viçosa e Pós-doutor em Ciência Política pela Universidad Complutense de Madrid. Professor na Escola de Direito, Turismo e Museologia (EDTM), Curso de Turismo, da Universidade Federal de Ouro Preto - UFOP.

Referências

BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2016.

CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE COMÉRCIO E DESENVOLVIMENTO (UNCTAD). Relatório de economia criativa 2010: economia criativa, uma opção de desenvolvimento viável. Brasília: Ministério da Cultura; São Paulo: Itaú Cultural, 2012.

DUARTE, Marcia de Freitas. Organizações ao vivo: teoria e prática no campo da economia criativa. Belo Horizonte: UFMG, 2019.

DUARTE, Márcia F.; ALCADIPANI, Rafael. O organizar must go on: propostas teóricas para a compreensão das “organizações ao vivo”. Revista de Administração Contemporânea, São Paulo, v. 23, n. 1, p. e2023-0217, 2025. https://doi.org/10.1590/1679-395120230217

EMMENDOERFER, Magnus; GOMES, Luimar; MEDIOTTE, Elias; SILVA JUNIOR, Alessandro; TEIXEIRA, Clarissa S. Revisão configurativa sobre os distritos criativos na literatura brasileira: perspectivas conceituais do campo em análise. Colóquio Organizações, Desenvolvimento e Sustentabilidade, v. 15, n. 1, p. 1-28, 2024.

EMMENDOERFER, Magnus; SILVA, Jorge Leal da; SILVA JÚNIOR, Alessandro Carlos. (org.). Métodos qualitativos aplicados em economia criativa. Salvador: Motres, 2025.

FAIRCLOUGH, Norman. A análise crítica do discurso e a mercantilização do discurso público: as universidades. In: MAGALHÃES, Célia Maria (org.). Reflexões sobre a análise crítica do discurso. Belo Horizonte: Faculdade de Letras, UFMG, 2001. p. 31-81.

FLICK, Uwe. An introduction to qualitative research. 4. ed. Los Angeles: Sage, 2009.

FLORIDA, Richard. A ascensão da classe criativa e seu papel na transformação do trabalho, do lazer, da comunidade e do cotidiano. Trad.: Ana Luiza Lopes. Porto Alegre: L&PM, 2011.

FONTANELLA, B. J. B.; RICAS, J.; TURATO, E. R. Amostragem por saturação em pesquisas qualitativas em saúde: contribuições teóricas. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 24, n. 1, p. 17-27, 2008. https://doi.org/10.1590/S0102-311X2008000100003

FURTADO, Celso. Criatividade e dependência na civilização industrial. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1978.

FURTADO, Celso. O Brasil “pós-milagre”. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981.

GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5. ed. São Paulo: Atlas, 1999.

GLASER, Barney G.; STRAUSS, Anselm L. The discovery of grounded theory: strategies for qualitative research. Nova York: Aldine de Gruyter, 1967.

LEITÃO, Cláudia Sousa. Economia criativa: uma visão de desenvolvimento cultural e econômico. Brasília: MinC, 2012.

LEITÃO, Cláudia Sousa (org.). Criatividade e emancipação nas comunidades-rede: contribuições para uma economia criativa brasileira. São Paulo: Itaú Cultural / WMF Martins Fontes, 2023.

LESSA, Patrick; GONDIM-MATOS, Beatriz; VALDEVINO, Antonio. Práticas artesanais e cultura local no Cariri. In: SIMPÓSIO DE ECONOMIA CRIATIVA, 5., 2023, Fortaleza. Anais […]. Fortaleza: UECE, 2023.

MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva M. Técnicas de pesquisa. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1999.

MINAYO, Maria Cecília de Souza. Análise qualitativa: teoria, passos e fidedignidade. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 17, n. 3, p. 621-626, mar. 2012. https://doi.org/10.1590/S1413-81232012000300007

PAULA, Pablo Peron de, DIAS, Cledinaldo Aparecido; LIMA, Patrícia Morais; GOMES, Glenda Nunes; COUTO, Felipe Fróes. Vulnerabilidade inicial na economia criativa: um estudo do artesanato na Rota Grão Mogol do Circuito do Lago do Irapé. In: COLÓQUIO ORGANIZAÇÕES, DESENVOLVIMENTO E SUSTENTABILIDADE, 15.; CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DE ECONOMIA CRIATIVA E POLÍTICAS PÚBLICAS, 2., Montes Claros. Anais [...]. Montes Claros: Universidade Estadual de Montes Claros, 2024.

RIBEIRO, Elisa Antonia. A perspectiva da entrevista na investigação qualitativa. Evidência, Olhares e Pesquisas em Saberes Educacionais, Araxá, n. 4, p. 129-148, maio 2008. https://orcid. org/0000-0002-0832-278X

STINCHCOMBE, Arthur L. Organizations and social structure. In: MARCH, James P. (org.). Handbook of organizations. Chicago: Rand McNally, 1965. p. 142-193.

TEIXEIRA, Anísio. Metodologia crítica em ciências sociais. São Paulo: Perspectiva, 2011.

Publicado

2026-09-11

Como Citar

AMARAL PEREIRA , Camila; DIAS, Cledinaldo Aparecido; DE PAULA, Pablo Peron; GONDIM MATOS, Beatriz; CARVALHO GONÇALVES KNUPP, Marcos Eduardo. Desafios metodológicos na pesquisa de campo em economia criativa: estratégias para o diálogo e registro científico. Diálogo com a Economia Criativa, Rio de Janeiro, v. 11, n. 32, p. 11–23, 2026. DOI: 10.22398/2525-2828.113211-23. Disponível em: https://dialogo.espm.br/revistadcec-rj/article/view/2073. Acesso em: 12 set. 2026.