“Pesquisa de personagem não é improviso”: relato da experiência de formação de pesquisadores para produtos audiovisuais inspirados em histórias reais
DOI:
https://doi.org/10.22398/2525-2828.1131153-166Palavras-chave:
Pesquisa de personagens, Histórias reais, Mercado audiovisualResumo
Parte fundamental da economia criativa do país, movimentando 70 bilhões de reais só em 2024, o mercado audiovisual tem visto crescer a demanda por produtos inspirados em histórias reais, como os reality shows, as séries do tipo true crimes, os programas de entretenimento construídos com histórias do espectador, documentários biográficos e até alguns exemplos ficcionais. Nesse tipo de produto, a figura do “pesquisador de personagens” na fase de pré-produção é essencial. É ele quem vai mediar o encontro de pessoas comuns, não atores, com a direção de cada produto, atendendo tanto às demandas do roteiro quanto às necessidades do personagem. Para o ofício, que carece de extrema sensibilidade e cuidado no trato com pessoas comuns, no entanto, não existe formação específica, e muitas vezes é exercido de forma improvisada no set de filmagens, por produtores ou assistentes de direção. Partindo da experiência das autoras do artigo no mercado audiovisual brasileiro, este trabalho descreve as razões que as levaram a desenvolver um curso de iniciação ao ofício de “pesquisador de personagens para audiovisual” em setembro de 2025, bem como analisa o conteúdo da oficina e apresenta as conclusões da experiência com 36 alunos.
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