Gênero como categoria: uma análise do legislativo municipal do Rio de Janeiro.

Karla Gobo

Resumo


A busca por informações sobre feminismo no Google cresceu 200% em 2 anos. O Brasil tem pouco mais de 10% de deputadas federais, ocupando o vergonhoso 154º lugar dentre 193 países analisados pela União Interparlamentar. Isso nos leva a ocupar o incrível posto de terceira pior representatividade feminina na América Latina, perdendo apenas para Belize (183º) e Haiti (187º). Nas eleições municipais de 2016, 12,5% de todas as mulheres inscritas para disputar a eleição não receberam nenhum voto e isso só aconteceu com 2,6% dos candidatos do sexo masculino. Analisar o gênero como uma variável a ser considerada nas ciências sociais, pode nos ajudar a compreender esse tipo essas desigualdades, auxiliar no debate público e na produção de políticas. Tendo isso em vista, o presente trabalho pretende fazer um artigo descritivo sobre as vereadoras da câmara do Rio de Janeiro de 1977 a 2016. Para realizar tal estudo foi construído um banco de dados para reunir as principais informações sobre este grupo, para isso se contou com publicações de jornais, facebook, informações disponíveis no TSE e no Dicionário Histórico Biográfico da Fundação Getúlio Vargas.


Texto completo:

PDF

Referências


Araújo, Clara. 2004. “PARTIDOS POLÍTICOS E GÊNERO: MEDIAÇÕES NAS ROTAS DE INGRESSO DAS MULHERES NA REPRESENTAÇÃO POLÍTICA”. Revista de Sociologia e Política 24:193–215. Recuperado 29 de agosto de 2018 (https://revistas.ufpr.br/rsp/article/viewFile/3724/2972).

Berdinelli, Talita. 2018. “Fé evangélica abraça as urnas na América Latina | Brasil | EL PAÍS Brasil”. El País, abril 17. Recuperado 28 de agosto de 2018 (https://brasil.elpais.com/brasil/2018/04/13/politica/1523653238_321594.html).

Bourdieu, Pierre e Fernando Tomaz. 2007. O poder simbólico. Bertrand Brasil.

Cancian, Natália. 2016. “Só 14% dos adultos brasileiros têm ensino superior, diz relatório da OCDE - 15/09/2016 - Educação - Folha de S.Paulo”. Folha de São Paulo, setembro 15. Recuperado 27 de agosto de 2018 (https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2016/09/1813715-so-14-dos-adultos-brasileiros-tem-ensino-superior-diz-relatorio-da-ocde.shtml).

Escobar-Lemmon. Maria C. e Michele M. Taylor Robinson. 2014. Representation: The case of women. organizado por Oxford University Press. Londres: Oxford University Press. Recuperado 25 de junho de 2018 (https://drudedahlerup.files.wordpress.com/2013/08/substantive-20150825134520681.pdf).

Fraser, Nancy. 2007. “Mapeando a imaginação Mapeando a imaginação feminista: feminista: feminista: da redistribuição ao da redistribuição ao reconhecimento e à reconhecimento e à representação representação”. Estudos Feministas 15(2). Recuperado 27 de agosto de 2018 (http://www.scielo.br/pdf/ref/v15n2/a02v15n2.pdf).

Giovani, Jeison et al. 2016. “O custo da política subnacional: a forma como o dinheiro é gasto importa? Relação entre receita, despesas e sucesso eleitoral”. OPINIÃO PÚBLICA 22(1):2016. Recuperado 29 de agosto de 2018 (http://dx.doi.org/10.1590/1807-0191201622156).

KATZ, R. & MAIR, P. 1992. Party Organizations. organizado por Sage. Londres: Sage.

Mancuso, Wagner. 2015. “Investimento eleitoral no Brasil: balanço da literatura (2001-2012) e agenda de pesquisa”. Revista de Sociologia Política 23(54):155–83. Recuperado 29 de agosto de 2018 (www.tse.jus.br).

Monteiro, André, Carolina Linhares, e Ana Estela de Sousa Pinto. 2016. “Candidatos homens recebem 30% mais verba que mulheres - 01/10/2016 - Poder - Folha de S.Paulo”. Folha de São Paulo, outubro 1. Recuperado 31 de agosto de 2018 (https://www1.folha.uol.com.br/poder/eleicoes-2016/2016/10/1818675-candidatos-homens-recebem-30-mais-verba-que-mulheres.shtml).

Muniz, Mariana. 2018. “Caça a candidaturas ‘fantasmas’ é pauta central do TSE pelo acesso das mulheres à política em 2018 - Gênero e Número”. Gênero e Número. Recuperado 25 de junho de 2018 (http://www.generonumero.media/caca-candidaturas-fantasmas-e-pauta-central-do-tse-pelo-acesso-das-mulheres-politica-em-2018/).

Putnam, Robert. 2015. Comunidade e democracia: a experiência da Itália moderna eBook: Princeton University Press, Robert D. Putnam: Amazon.com.br: Loja Kindle. organizado por FGV. Rio de Janeiro. Recuperado 31 de agosto de 2018 (https://www.amazon.com.br/Comunidade-democracia-experiência-Itália-moderna-ebook/dp/B01695S1UK?__mk_pt_BR=ÅMÅŽÕÑ&keywords=robert+putnam&qid=1535747766&sr=8-2&ref=sr_1_2).

Rezende, Daniela Leandro. 2017. “Desafios à representação política de mulheres na Câmara dos Deputados”. Estudos Feministas, Florianópolis 25(530).

Rodrigues, Leôncio Martins. 2002. Partidos, ideologia e composição social : um estudo das bancadas partidárias na Câmara dos Deputados. Edusp.

Sacchet, Teresa. 2009. “Capital social, gênero e representação política no Brasil 1”. Opinião Pública 15(2):306–32. Recuperado 29 de agosto de 2018 (http://www.scielo.br/pdf/op/v15n2/02.pdf).

Santos, Bruno Carazza dos. 2016. “5 dados sobre a participação das mulheres na política brasileira - Politize!” Recuperado 9 de julho de 2018 (http://www.politize.com.br/participacao-das-mulheres-na-politica-brasileira/).

Santos, Wanderley Guilherme. 1971. “Eleição, representação, política substantiva”. Dados 8.

Silva, Patrick. 2015. “Quem são os vereadores brasileiros?” Estado de São Paulo, agosto 4. Recuperado 27 de agosto de 2018 (https://politica.estadao.com.br/blogs/legis-ativo/quem-sao-os-vereadores-brasileiros/).

Teresa Miceli Kerbauy, Maria. 2005. “As câmaras municipais brasileiras: perfil de carreira e percepção sobre o processo decisório local”. Outubro XI(2):337–65. Recuperado 27 de agosto de 2018 (http://www.scielo.br/pdf/op/v11n2/26418.pdf).

Tomazela, José Maria. 2016. “Aumento do no de ateus no País já preocupa Igreja Católica - Brasil - Estadão”. Estado de São Paulo, abril 9. Recuperado 28 de agosto de 2018 (https://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,aumento-do-numero-de-ateus-no-pais-ja-preocupa-igreja-catolica,1853820).

Young, Iris Marion. 2006. “Representação política, identidade e minorias”. Lua Nova, São Paulo 67:139–90.




DOI: http://dx.doi.org/10.22398/2525-2828.3995-109

A Revista está listada nos seguintes indexadores e repositórios:

PORTAL DE PERIÓDICOS CAPES: http://www.periodicos.capes.gov.br/

DOAJ - https://goo.gl/f862GM

Diadorim - Diretório de Políticas Editoriais das Revistas Científicas Brasileiras - http://diadorim.ibict.br/handle/1/1649

Sumarios.org - https://goo.gl/AJe9GY

LatinREV - Rede Latinoamericana de revistas acadêmicas do campo das ciências sociais e humanidades - http://flacso.org.ar/latinrev/ 

REDIB (Red Iberoamericana de Innovación y Conocimiento Científico) - https://www.redib.org/

____________

ESPM Rio
Rua do Rosário 90 - Centro - Rio de Janeiro - 20.041-002 - RJ
revistadcec-rj@espm.br
ISSN 2525-2828 

 

Licença Creative Commons

A Diálogo com a Economia Criativa está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional.