Impressões da realidade no museu: o uso de animações por espaços de memória

Autores

  • Daniel Grizante de Andrade Universidade Anhembi Morumbi, Programa de Pós-Graduação em Design – São Paulo (SP), Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.22398/2525-2828.82425-37

Palavras-chave:

Animação, Exposições, Design de exposição, Documentário animado, Memória

Resumo

A linguagem da animação vem ocupando, cada vez mais, locais fora de seu universo usual. Entre eles, o museu é um dos espaços onde ela aparece com destaque crescente. Seu uso em projetos de design de exposições traz a reflexão de qual é o seu papel desempenhado, já que sua produção está, normalmente, associada à fantasia e ao universo do entretenimento. Esta pesquisa procura discutir a animação como forma documental produzida por espaços de memória a partir da análise de uma produção realizada por uma instituição brasileira, o Memorial da Resistência de São Paulo. Para tal, será discutido o conceito de animação e do documentário animado, a partir de sua problemática envolvendo a relação entre fantasia e realidade; a autoridade dos museus como instituições sociais, guardiãs de memórias e discursos sobre elas; e questões envolvendo o design de exposições e o uso de tecnologias e linguagens para mediar as suas coleções.

Biografia do Autor

Daniel Grizante de Andrade, Universidade Anhembi Morumbi, Programa de Pós-Graduação em Design – São Paulo (SP), Brasil.

Doutor pela Universidade Anhembi Morumbi em São Paulo. Professor no Centro Universitário Senac e no Istituto Europeo di Design, ambos em São Paulo.

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Publicado

2023-12-22

Como Citar

DE ANDRADE, Daniel Grizante. Impressões da realidade no museu: o uso de animações por espaços de memória. Diálogo com a Economia Criativa, Rio de Janeiro, v. 8, n. 24, p. 25–37, 2023. DOI: 10.22398/2525-2828.82425-37. Disponível em: https://dialogo.espm.br/revistadcec-rj/article/view/468. Acesso em: 19 abr. 2026.

Edição

Seção

Dossiê SEANIMA#3